domingo, 18 de janeiro de 2009

Flora rules

Gente, A Favorita terminou! Que pena! Como vai ser minha vida sem A Favorita todas as noites? Sem a Flora xingando as pessoas de múmia, toupeira, jornalistazinho, tremilique, gentalha, purgante... Não há nada que vá substituir A Favorita!
Sim, porque eu não confio nessas novelas da Glória Perez. Como ela esbanja criatividade, ela sempre escreve sobre um casal que vive um amor proibido em um país distante... Ou seja, Caminho das Índias = O Clone.
Mas deixemos para xingar a Glória Perez numa outra oportunidade. Eu amei o final de A Favorita, não foi aquela coisa exagerada que aparece em um monte de novelas que no final alguém toma um tiro no lugar de alguém. Nem com um milhão de casamentos até dos personagens coadjuvantes quase figurantes, numa vibe bem Valcir Carrasco. Foi um final emocionante e coerente com a novela. Aliás, a novela toda foi bem coerente, sem mudar extraordinariamente de trama como muitas outras. Tirando que no começo dela, quando não sabia-se quem tinha matado o Marcelo, a Flora tinha conversas normais com o Silveirinha sobre provar sua inocência. Se ele era cúmplice, pra quem eles estavam fingindo?
E ainda deixaram coisas em aberto como quem era o pai do Shiva e daquele menino que ele resolveu ser pai de criação. Se bem que naquela parte que o Leonardo vai falar com a filha dele, pareceu indicar que ele era o pai da criança! Mas era bem subliminar, pode ser que não. Até porque novela brasileira não é feita para pessoas inteligentes, eles não poderiam deixar uma mensagem tão subliminar assim. Pro povão brasileiro tem que repetir várias vezes bem claramente. Mas sem bem que quando se trata de assuntos pesados, como um pai engravidando a própria filha, fica subentendido mesmo. Vide beijo lésbico subentendido de Mulheres Apaixonadas e beijo gay subentendido de América.
Mas falando no carinha de dois pais, vocês viram como tem gente com dois pais, um original e outro adotivo? A Purgante Lara tinha duas mães, a Flora e a Donatela. O filho da Céu tinha dois pais, o Orlandinho e o Halley. O Halley tinha duas mães, a Donatela e a Cafetina Cilene.
E por aí vai: Dedina com dois homens: Prefeito sofredor e Damião; Diva/Rosana tbm com Prefeito sofredor e Zé Mayer vestido de hippie; Tremilique Seu Pedro com duas filhas: Donatela e Flora; Múmia toupeira Dona Irene com duas opções: Copolla e Seu Gonçalo.
Pra finalizar, a Purgante Lara tinha duas opções de par romântico: Cassiano e Halley. Eu preferia que ela ficasse com o Cassiano, mas a maioria da população brasileira pensava o contrário. Ela ter escolhido o cometa foi umas das coisas que eu não gostei no final.
Tudo bem que eu amei aquele finalzinho com elas duas pequenininhas cantando, eu até tinha pensado em como seria massa se terminasse assim. Mas a outra coisa que eu acho que poderia ser melhor, sugerido pela Gegê, é que a Flora devia fugir da cadeia e no finalzinho a Donatela Versace Fontini ia receber uma ligação com a voz da foragida cantando:

Que beijinho dooooce que eeele teeeeem...

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